Argumentos

Os principais elementos que descrevem a obra de Hobbes e que, abrangem suas ideias e pensamentos são:


Estado de Natureza; 
Hobbes afirma que o homem é capaz de utilizar–se de forças físicas para obtenção de algo desejado, afim de tomar posse. E para tanto utiliza-se de violência afim dessa conquista. Faz o uso da razão e paixão, através de conflitos causados entre os mesmos.
Este estado de natureza tratado por Hobbes é aquele em que todos os homens tem direito a todas as coisas, possibilitando a chamada guerra de todos contra todos. Um exemplo seria o desejo de um objeto por duas ou mais pessoas, e para conquistar pode ser válido qualquer meio utilizado inclusive a morte de uma das partes. Isso tudo ocorre devido os bens que são escassos e os direitos que todos tem por todas as coisas.
Sendo assim não há limitações por meio de regras, para que o homem ocasione o sofrimento de outros, e desse modo um é considerado ameaça para o outro.
Diante desses fatos surge a necessidade de constituir uma sociedade civil , no intuito de manter a ordem e o respeito entre todos. Passando o poder a um grupo restrito na intenção do bem comum e promoção da paz.
Para Hobbes, portanto, o agir natural do homem desprende a desconfiança obtida antes por eles, no qual gerava medo, a fim de ter uma justificativa para tal, foi criado um meio para dar solução e fim as desordens que haviam entre a sociedade, no qual foi chamado de “Leviatã” a fim de acabar com a lei da natureza do homem, para se construir o Estado , com a finalidade de promover o bem comum para todos, valorizando e preservando a vida humana.
O fim dos conflitos e os ditames da reta razão
Ao se falar do fim do conflito, Hobbes está retratando o desligamento do homem estado natureza, que deixa de lado aquele estado de guerra, de “homem lobo do homem”, onde todos tem direito a todas as coisas e que para conseguir não tem limites para com o outro. Passando a utilizar da razão, mas esta razão retratada por Hobbes difere da razão de conhecer as coisas e trata da razão partindo do raciocínio, sendo assim parte de premissas para que se chegue a conclusões, eliminando os conflitos e procurando alcançar os fins que almejam sem precisar conflitar com o outro.
  1. A “lei de natureza”
A lei de natureza na filosofia tratada por Hobbes são aquelas leis determinantes, que permite o homem (individuo) deixar o estado de guerra em que vive, os conflitos, a individualidade e passar para o chamado estado civil.
A razão (raciocínio) a partir desse momento, através das suas deduções conseguem chegar a respostas concretas, conclusões seguras o que Hobbes chama de ciência da política.
No livro Leviatã de Hobbes, ele retrata um homem máquina, que responde a estímulos, e que seu objetivo é satisfazer seu próprio desejo. Essa vontade, paixão, é gerada pelo externo. Os sentidos faz o homem sentir prazer e aguçam o desejo. Permitindo assim, que o desejo de lugar a vontade, e a partir da vontade chega-se a ação.
Logo o homem opera no desejo de possuir, de ter as coisas, ou determinado objeto, por isso tratada como homem máquina, por perceber (sentir) que as coisas são boas e que lhe permitirá prazer.
Portanto o “estado de natureza” é considerado sem segurança, o homem vive sob perigo, sentido medo, e assim a sua vida se torna o estado de guerra.
Entretanto Hobbes percebeu um homem diferente, que não permite esse estado natural, considerado um desastre, chegando contudo a condição de estado civil , que seria a liberdade da sociedade do sofrimento.
  1. O “pacto de união”
É um pacto que torna o homem submisso, perante os indivíduos, mas não entre o povo e o soberano. Este pacto atribui a uma terceira pessoa , permitindo está acima das partes e atribuir o poder que cada individuo terá em seu estado de natureza.
Este pacto de união tratado por Hobbes é a renuncia feita entre todos os cidadãos, transferindo o seu direito de auto defesa natural para o estado, que encontra-se fora do contrato.
Os cidadãos deixa seu estado natural, se privando da liberdade natural que possui, e transfere ao “Estado”, que tem a obrigação de garantir a paz civil. Estando assim acima de todos, possuidor do poder supremo, com o dever de beneficiar a todos de um modo geral.
A relação entre estado e igreja


Segundo Hobbes não existe dois ou mais poderes. Para ele o Estado é o único poder que deve existir, inclusive para tratar de assuntos que venha ser de caráter religioso.
As suas obras “Do Cidadão e Leviatã” retrata muito bem essa questão, falando sobre os problemas existentes entre o Estado e a Igreja.

Ele afirma a Igreja de Roma ser voltada para supertições, dissemina a ignorância, fugindo da mensagem que deveria ser cristã e voltando-se a cultos direcionados pagãos.
Quanto à igreja reformada, ele afirmava ser voltada a ambição, considerava ser uma igreja nada tolerante, mas sim autoritária.


Os puritanos, esta não era considerada igreja, mas sim uma seita, porém pregava a religião como sendo privada, e não pública, o não cumprimento das regras era devido encargo de consciência o que diferenciava da desobediência.

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